E B7
Um caboclinho de sangue na veia, vergonha na cara e
E
bastante opinião
B7 E
A filha mais nova de um fazendeiro ele namorava com boa
intenção
B7
O velho cismou de impedir o romance num gesto severo
chamou-lhe
atenção
A E B7
Você não passa de um pé-rapado levar minha filha não dou
E
permissão
F# B
Minha filha nasceu no conforto, você não tem onde cair
morto,
B7 E
Nunca passa de um pobre peão
E B7 E
O pobre rapaz escutava calado igual um aluno aprendendo a
lição
B7
Noutro dia fugiu com a menina os dois foram viver nos
E
confins do sertão
B7
Ombro a ombro eles trabalhavam a noite dormia num velho
galpão
A E B7 E
A menina dormia na cama e o caboclinho dormia no chão
F# B
Foi a primeira vez na história, que uma rolinha teve
glória
B7 E
Ser protegida por um gavião.
E B7
O caboclinho de fibra e talento enfrentando garimpo
E
trabalho cruel
B7 E
Sol a sol a procura do ouro sem ver pela frente o azul do
céu
B7
Respeitando a menina que amava o caboclo fez um bonito
papel
A E B7 E
Tão pertinho da fonte do amor, morrendo de sede por ser
tão fiel
F# B
Ele foi um gavião sem-asa, com a menina dentro de casa
B7 E
Bem distante da lua-de-mel
E B7
De volta pra casa do velho disse o caboclinho sem temer
E
castigo
B7
Roubei sua filha com boa intenção, pra cumprir meu dever
voltei como
E
amigo
B7
O que é do homem o bicho não come, sua filha nasceu pra se
casar comigo
A E B7
Já não sou mais um pé-de-chinelo, posso dar pra ela o
E
melhor dos abrigo
F# B
Dois anos a luta foi dura, mas ela voltou virgem pura
B7 E
Do meu lado não correu perigo
E B7 E
O velho muito arrependido abraçou sua filha pedindo perdão
B7 E
Pro mocinho ele foi dizendo entre eu e você acabou paredão
B7
Seu talento e moral foi a flecha que fez meu orgulho
tombar sobre o chão
A E B7 E
Minha filha vai ser a rainha lá no seu castelo de eterna
união
F# B
E você já não tenho mágoa, foi homem até debaixo d' água
B7 E
Vai ser o genro do meu coração.
Fonte: | Composiçãode Arlindo Rosas / Lourival dos Santos / Tião Carreiro
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